segunda-feira, 15 de junho de 2015

O porquê de eu amar filmes MUSICAIS!

Por Hiran Ricardo


(Como diz minha professora de física: Um CORAÇÃOZINHO para essa imagem)


Não me julguem mal, mas me considero romântico. E por romântico eu me refiro à beleza que eu encontro no universo. Para constar, eu não aplaudo o Sol.
Como um amante das Artes não posso deixar de reconhecer a magnificência presente na junção da 7ª Arte, o Cinema, com a 1ª, a Música. E a Dança, que é a 2ª, mas não menos importante e dá um "tchan" nas performances.

 

É inútil negar. Você já viu um Musical. Os Estúdios Walt Disney jogam em nossa cara as maravilhosas animações musicais deles. O Rei Leão (1994), indo mais fundo na história e nos primórdios da animação cinematográfica, A Branca de Neve e os Sete Anões, (1938) e um mais atual, e que na minha opinião é o melhor, Frozen: Uma Aventura Congelante (2013), são exemplos disso.



Mas não é apenas a técnica empregada nesse tipo de filme que é importante. Ao meu ver, atuar e produzir um musical é muito mais difícil do que um filme "normal". Interpretar uma canção, fazendo com que o público sinta o que deseja ser passado é um nível muito maior de atuação. Criar o roteiro e realizar o que é necessário deve ser mais difícil ainda! É requirida uma atenção especial.


Então, quando for assistir um musical, não vá com preconceito. Assista e encontre um jeito de se sensibilizar. Encontre a beleza que neles se encontram. E ouça o chamado d'O Fantasma da Ópera..




Uma listinha para quem quiser começar:
- Moulin Rouge - Amor em Vermelho (2001), de Baz Luhrmann. 1ª Imagem.
- Mamma Mia! (2008), de Phyllida Lloyd. 2ª Imagem.
- Les Misérables (2012), de Tom Hopper. 4ª Imagem.
- O Fantasma da Ópera (2004), de Joel Schumacher. 5ª Imagem.
- Rock of Ages (2012), de Adam Shankman. 6ª imagem.




Suddenly the world seems such a perfect place, suddenly it moves with such a perfect grace, suddenly my life doesn't seem such a waste...

Resenha: O corvo (The Crow) - 1994


Quando uma pessoa morre, um corvo carrega sua alma para o reino dos mortos. Quando essa morte envolveu muita dor e injustiça, a alma pode ficar presa no mundo dos vivos e, em alguns casos, o corvo pode trazer a pessoa de volta à vida para arrumar o que ficou errado. ”
            Escuro, angustiante, fantasioso e de certa forma clichê. Estas foram minhas primeiras impressões do filme “O corvo” (The Crow), dirigido em 1994 por Alex Proyas e protagonizado por Brandon Lee, filho do ícone das artes marciais Bruce Lee.
O longa é baseado em uma história em quadrinhos de mesmo nome, criada por James O’Barr, que também assina o roteiro do filme. James escreveu a história extravasando sua tristeza pela morte de uma namorada em um acidente de carro. Ele nunca conseguiu superar o fato – assim como o personagem principal - e a obra o serviu como uma terapia.


Inicialmente, o filme apresenta “a noite antes do Halloween” (ou originalmente Devil’s Night) na cidade de Detroit, que é caracterizada por inúmeros atos de crime e vandalismo feitos na cidade por criminosos deveras clichês. Em uma dessas noites, acontece o brutal assassinato de Shelly Webster (Sofia Shinas) e Eric Draven (Brandon Lee), um dia antes do matrimônio. Antes de morrer, Eric assistiu agonizantemente a morte de sua amada. Um ano depois, uma antiga e esquecida lenda, que serve apenas para justificar a história, se cumpre: “...quando esta morte envolveu muita dor e injustiça, a alma pode ficar presa no mundo dos vivos e, em alguns casos, o corvo pode trazer a pessoa de volta à vida para arrumar o que ficou errado”. Eric Draven volta à vida como um ser “quase imortal” para vingar o seu assassinato e, principalmente, o de sua noiva. Mas sua imortalidade depende da vida de um corvo, que o acompanha por toda sua jornada. Gradualmente, passo a passo, a vingança bate a porta, e nada é mais importante do que concluí-la.
A proposta do filme pode parecer bastante clichê, mas os personagens e o ambiente conquistam quem assiste. Eric, apesar de assassinar pessoas por vingança, conquista através de seu carisma. Sua causa é bastante palpável, não é nada que não tenha passado pela cabeça de uma pessoa que sofre uma perda tão grande e tão injusta. Isto abre espaço para o público se identificar com o personagem. Há muitos relatos de pessoas dizendo que a obra mudou suas vidas.
Os cenários são predominantemente escuros e sujos, assemelhando-se bastante às obras do diretor Tim Burton e do próprio clima dos quadrinhos. É também bastante clara a referência à clássica obra “O corvo” (The Raven) de Edgar Allan Poe, através do mesmo clima. No filme, existem várias cenas com bueiros soltando fumaça no fundo. Estas características ajudam a construir um tom distópico de uma cidade dominada pela criminalidade. Inclusive, Detroit já foi caracterizada assim em 1987 no clássico “RoboCop”. Porém, em “O corvo”, a tecnologia da época e o orçamento do filme não eram lá essas coisas, logo surgem à visão do expectador alguns pequenos erros, tais como as armas terem munição praticamente infinita e personagem principal conseguir aniquilar uma gangue inteira apenas com um revólver. As coreografias e os áudios também são bem bizarros. Mas digo isto de uma época em que os principais filmes de Hollywood são produzidos com orçamentos exorbitantes e tecnologia de ponta, mas nem sempre têm uma boa história para contar. Quando o filme é bom, esses fatores se anulam e a obra continua viva ao longo do tempo. Falando em questão de roteiro, é um filme muito bem amarrado, porém simples. “A jornada de um homem de volta à vida com um só objetivo: Vingar-se de seus assassinos”. O personagem principal é marcado por suas falas geniais, característica que se destaca ainda mais nos quadrinhos. Também gostei muito dos personagens Sarah (Rochelle Davis) e Sargento Albrecht (Ernie Hudson), que fazem um papel secundário, porém importante para o desenvolvimento da trama.
Mas a obra foi marcada por um acontecimento trágico: A morte de Brandon Lee durante as filmagens.  O assistente do armeiro limpou a arma que seria realizada na cena, porém derrubou sem querer uma bala no cano, e em seguida o carregou de festim, que tem muito mais pólvora que uma bala normal. O festim era usado para fazer o efeito visual e barulho da arma atirando. Durante a cena do estupro de Shelly, Eric deveria entrar carregando uma sacola contendo um saco de sangue. Funboy (Michael Massee) atiraria em Eric através do saco de sangue quando ele entrasse na sala. A bala que havia caído na arma acabou sendo disparada no ator, alojando-se em sua coluna. Brandon faleceu por hemorragia interna após 10 horas de tentativas para salvá-lo no hospital.
Se você perguntar sobre o filme para alguém que ouviu falar sobre na época de sua estreia, com certeza ouvirá sobre este fato. Foi um grande artifício de marketing para vender o filme. Outro fato intrigante é que Brandon se casaria em menos de um mês do acontecimento, e no filme Eric e sua noiva são assassinados na véspera do casamento. Essas histórias chamaram a atenção do grande público para o filme, o que alavancou sua bilheteria. O filme em si foi a porta de entrada de muitas pessoas para conhecerem a história em quadrinhos.

Por fim, assisti ao filme sem expectativa nenhuma e gostei muito. Recomendo para quem ainda não assistiu que não eleve sua expectativa. Não existe nada de muito surpreendente, inovador, porém cumpre seus objetivos excelentemente sendo honesta e fiel à proposta original dos quadrinhos.